3 em 1: Na sua opinião, quais são os melhores cases de inovação aberta? Por quê?

Wim Vanhaverbeke
Universidade de Hasselt e Exnovate

“Um dos mais ilustrativos é o exemplo da P&G, com seu programa Connect and Develop, que foca em inovação aberta para negócios já existentes, criando novos produtos em categorias já estabelecidas. Apesar de grandes virtudes, o programa enfrenta um desafio que não é simples: inovar em novos negócios. Nessa categoria, eu cito como case a empresa de biotecnologia DSM. Eles buscam negócios em áreas emergentes ou com futuro promissor e os desenvolvem. Outro case que é importante e eu costumo citar é o de uma pequena empresa belga, Curana, com cerca de 25 funcionários, que pratica a inovação aberta há 15 anos. Por causa das conexões que criou com parceiros, a empresa passou de fabricante comum de componentes para bicicleta a especialista em design. As mudanças de estratégia a tornaram famosa, o que aumentou sua aproximação com o público e, hoje, tem processos constantes de integração com o consumidor final na concepção de seus produtos.”

Carlos Arruda
Fundação Dom Cabral

“No Brasil, eu destaco a experiência da Embraer, que na década de 1990 criou o conceito de World Wide Risk Partners, parceiros de risco no desenvolvimento de novos produtos, indo muito além do que seus engenheiros e pesquisadores poderiam ter desenvolvido em tempos relativamente curtos. A aplicação do conceito se tornou o que poderíamos chamar de uma competência dinâmica, isto é, ser capaz de trabalhar com uma diversidade de parceiros no desenvolvimento de uma única plataforma. Exemplos recentes de outras empresas do mesmo setor mostram quanto esta modalidade pode ser um desafio. Outra modalidade de inovação aberta com resultados ainda a serem avaliados é o uso de mecanismos de inclusão do conhecimento do cliente no processo de inovação. Meu destaque é o uso de crowdsourcing como no caso da Fiat no projeto Fiat Mio. O desafio é tornar o grande volume de ideias que chegam até a empresa em algo que seja valor para a empresa e para seu mercado.”

Eduardo Vasconcellos
FEA/USP

Case 1: Laboratório Fleury. Quando foi criado (no século XIX), foi estabelecido que os médicos trabalhariam meio período para continuar suas atividades na universidade com o objetivo de manter uma ponte com a academia na busca de inovação e competência. Hoje, é um dos cinco maiores do mundo e líder em inovação.
Case 2: Petrobras. Há várias décadas, o centro de pesquisa da empresa estabeleceu uma rede de especialistas nas universidades em busca da competência e inovação. Hoje é líder em produção de petróleo em águas profundas, atividade que exigiu inúmeras inovações tecnológicas.”

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *