Rhodia e DEMA-UFSCar: complementaridade de objetivos e competências

A equipe composta por três integrantes da Rhodia e quatro da UFSCar comemorou, no final de 2007, a conclusão de um projeto cooperativo de pesquisa e desenvolvimento. O grupo conseguiu desenvolver mantas de dimensões nanométricas feitas de fios de poliamida 66.

“O maior desafio encontrado foi trabalhar na escala nanométrica, produzindo fios invisíveis a olho nu por meio de um processo altamente complexo que envolve competências na fronteira entre a física e a química”, relata Thomas Canova, gerente de P&D na Rhodia.

Para elaborar os fios e mantas de tamanho inédito foram criados procedimentos inovadores. O processo de extrusão dos fios, por exemplo, está sendo patenteado.  “O domínio desse processo gera a possibilidade de conceber produtos totalmente novos para as áreas de filtração nos próximos anos”, afirma o gerente da Rhodia. A titularidade da patente foi dividida entre os participantes do projeto.

“Neste trabalho houve também uma total complementaridade de objetivos”, afirma Thomas Canova. “A academia buscava contribuir para a expansão da fronteira da ciência ao desenvolver um novo processo de fiação de poliamida 66, enquanto a Rhodia procurava desenvolver uma plataforma tecnológica para eventuais lançamentos  de produtos no mercado”.

A Rhodia tem ampla expertise na área química, no processamento de polímeros e, em particular, na área da poliamida usada nos fios. Além disso, a empresa possui um histórico de mais de 90 anos de inovação em produtos e processos no Brasil. É uma das poucas empresas da sua área que conta com um centro de P&D no Brasil com equipes  multidisciplinares e com autonomia para conduzir projetos de inovação para os negócios brasileiros. Já o grupo de pesquisa da professora Rosário Bretas, do Departamento de Engenharia de Materiais (DEMA) da UFSCar, possui uma história rica e pioneira em pesquisa científica na área de polímeros.

Canova destaca a importância do bom relacionamento entre os participantes para o sucesso do projeto.  “O meu relacionamento com o grupo de pesquisa da professora Rosário já data de 14 anos, com um  retrospecto  de respeito e confiança nas relações  tanto profissionais quanto pessoais”, conclui o gerente.

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