Incubadora de Empresas de Base Tecnológica da Unicamp (Incamp)

Perfil da Incubadora de Empresas de Base Tecnológica da Unicamp (Incamp), baseado em entrevista com Davi Sales, gerente da incubadora. (www.incamp.unicamp.br/)

História da incubadora

A Incamp (Incubadora de Empresas de Base Tecnológica da Unicamp) foi criada em 2001 com o objetivo de implantar uma estrutura propícia ao surgimento de novas empresas de base tecnológica. Em julho de 2003, a Incamp foi incorporada à agência de inovação Inova Unicamp.

Ao longo dos seus sete anos de atividade, conta Davi Sales, a Incamp contabiliza 29 empresas incubadas e 17 graduadas. A incubadora é coordenadora de um projeto direcionado ao aprimoramento das ações de prospecção de empresas e transferência de know-how para outras incubadoras da região. Em 2008 foi premiada pela Anprotec como Incubadora do Ano na Região Sudeste do Brasil. Seu gerente foi eleito Líder Empresarial Setorial 2008 no ramo Incubadoras e Tecnologias de Ponta no Fórum de Líderes Empresariais.

A incubação

Para executar seus programas de incubação, diz Sales, a Incamp disponibiliza às empresas módulos de 25m², com ponto de telefone e de internet; sala de reuniões para dez pessoas; auditório para 60 pessoas; secretaria com serviço de atendimento ao público; sala da gerência, sanitários, copa e recepção.

A Incamp não tem salas específicas adequadas à incubação de empresas industriais. No entanto, nos casos em que as incubadas precisam realizar testes ou desenvolver protótipos industriais, geralmente utilizam os laboratórios e centros da Unicamp. A Incamp tem procurado estabelecer convênios formais e informais com as diversas unidades da Unicamp para atender essas e outras necessidades técnicas dos incubados.

O candidato à incubação deve preencher um formulário on-line onde se detalham, além dos dados da empresa, as características tecnológicas dos produtos ou serviços que tenciona desenvolver, o domínio da tecnologia e a forma como pensa abordar o mercado. As respostas do formulário são avaliadas por professores e pesquisadores da Unicamp, tanto da área técnica quanto da comercial, e por consultores externos, contratados ad hoc. Se aprovadas, em processo que se completa com entrevista pessoal e aplicação de testes psicológicos, as empresas devem providenciar documentação probatória de sua constituição e da inexistência de quaisquer débitos com os organismos oficiais e assinar o contrato junto à incubadora.

As empresas incubadas pagam uma taxa mensal, atualmente fixada em R$ 550 para o primeiro ano de incubação, R$ 650 para o segundo e R$ 750 para o terceiro.  As incubadas se comprometem a pagar, uma vez graduadas, 1% do faturamento bruto pelo dobro do tempo de incubação.

Perfil das incubadas

Historicamente, grande parte das empresas incubadas é formada por alunos, ex-alunos e ex-pesquisadores da própria Unicamp. Ações mais recentes de ampliação dos horizontes de prospecção têm aumentado a participação de projetos oriundos de outras empresas, na forma de spin offs.

Em geral, as incubadas possuem pequenas equipes de trabalho, de até três participantes, e permanecem incubadas 36 meses, que é o período máximo.

Nos sete anos de vida da Incamp, foram apoiados projetos em diversas áreas do conhecimento, tais como biotecnologia, tecnologia da informação, alimentos, fibras ópticas, genética animal e novos materiais, entre outras.

Quanto à sobrevivência das empresas após a incubação, das 17 graduadas pela Incamp, apenas duas encerraram as sua atividades.

A Incamp e a inovação

Nas atividades de prospecção, a Incamp preocupa-se em atrair e apoiar projetos inovadores em áreas de ponta como biotecnologia e nanotecnologia, comenta Sales. Um dos principais quesitos avaliados para aceitar o projeto a ser incubado é o seu caráter inovador, junto com sua capacidade de se tornar um produto ou serviço rapidamente comercializável.

Com freqüência, as empresas incubadas pleiteiam recursos de um programa de apoio à inovação da Fapesp. Conhecido pela sigla PIPE, esse programa financia projetos desde sua fase inicial (por exemplo, para provar a viabilidade de uma determinada tecnologia), até a fase de produção (acesso ao mercado).

A Finep, por meio do Programa de Subvenção Econômica, também oferece apoio para projetos de inovação em áreas de interesse definidas anualmente.

Em alguns casos, as empresas incubadas conseguem também obter bolsas de apoio do CNPq para pesquisadores.

A gestão das incubadoras propicia vários desafios, dentre os quais alguns que se enquadram na idéia de open innovation.  Há mais de dois anos, a Incamp vem procurando incentivar negócios e parcerias entre empresas que facilitem a comercialização de produtos e serviços desenvolvidos durante a incubação.

Recursos

Para desenvolver suas atividades, a Incamp possui contrapartida econômica fixa da Universidade Estadual de Campinas, Unicamp, que se materializa no pagamento dos salários do gerente da Incubadora, da secretária e de um bolsista. A Incamp também é beneficiada com recursos da Unicamp para ocupação do prédio, serviços de limpeza e vigilância. Por outro lado, diversos organismos de fomento em nível estadual (tais como SEBRAE-SP) e nacionais (como SEBRAE e FINEP) oferecem apoio, outorgado em licitações abertas periodicamente, para execução de projetos específicos das incubadoras.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *