3 em 1: Quais são os primeiros passos para implantar um programa de open innovation em uma empresa como a sua?

Uma pergunta sobre open innovation para três personalidades do cenário brasileiro de inovação.

Quais são os primeiros passos para implantar um programa de open innovation em uma empresa como a sua?

Marcio Antonio Bernardi
Gerente de Inovação e P&D
Oi

“A Oi é um grupo empresarial de grande porte com diversas unidades de negócio e que utiliza a tecnologia como um insumo básico e fundamental de suas operações. Neste cenário, o seu programa de open innovation adquire enorme relevância, pois é impossível trabalhar internamente em todas as vertentes tecnológicas adotadas na empresa. Os primeiros passos que a Oi adotou para implementar o seu programa foram: definir objetivamente as áreas e os temas de interesse e divulgá-los na comunidade de inovação; construir um ecossistema integrado entre as diversas entidades (centros de excelência, entidades de fomento, universidades, empresas do ambiente produtivo etc.) e implementar um processo de gestão de inovação estruturado para garantir o alcance dos objetivos definidos”.

Luiz Eugênio Mello
Diretor do Instituto Tecnológico
Vale

“A Vale optou por criar o DITV (Departamento do Instituto Tecnológico Vale), cujo conceito estruturante baseia-se no modelo de inovação aberta de Chesbrough.
Nas unidades de P&D já existentes na Vale trabalha-se em parceria com instituições externas, mas muito mais em um sentido de compra de serviços. Por outro lado, em várias de nossas unidades onde desenvolvemos P&D, há processos que se estabelecem em termos de segredo industrial. Difícil nesses casos conciliar a idéia de open innovation com as premissas relevantes para o sigilo. De fato, nestes casos trata-se muito mais de uma via unidirecional de fluxo e onde as trocas não chegam a se estabelecer de fato. Assim, ao criar uma série de editais abertos com o CNPq e fundações estaduais de apoio, temos a perspectiva de iniciar esse processo de contato mais estreito com a comunidade acadêmica. Em paralelo com a criação de unidades próprias de pesquisa onde será conduzida pesquisa de longo prazo e almejando horizontes mais distantes, bem como incertezas maiores, a Vale dá um passo adicional para ampliação de sua rede de interlocutores. De fato, essas novas unidades de P&D terão a oportunidade de conduzir uma relação que alcance a essência do conceito de open innovation e onde se estabeleçam fluxos bidirecionais de informação”.

André Lozano
Diretor Associado de Open Innovation & Knowledge Management
Kraft Foods

“A primeira etapa é o entendimento das estratégias e planos de negócio. Os projetos de inovação devem estar alinhados com o business; não podem ser idéias soltas sem suporte de longo prazo. O segundo passo é a avaliação de desafios tecnológicos para decidir pelo uso de recursos internos (P&D) ou de recursos externos, por exemplo, scouting ou parceria com instituições de pesquisa e universidades. Por final, os projetos devem ser monitorados freqüentemente e compartilhados com a empresa, mostrando os benefícios e assim realimentando o processo de inovação”.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *