3 em 1: Qual é o modelo de negócios que seu centro de P&D e Inovação adotará no Brasil?

 

 Pontus de Laval
Chief Technology Officer
Group Strategy – Saab

“O centro é uma arena de inovação aberta para empresas e universidades suecas e brasileiras, cujo modelo de negócios baseia-se no Lindholmen Science Park, em Gotemburgo, na Suécia. Lá, governo local, academia e indústria se reúnem para resolver os desafios sociais que podem ser resolvidos com novas tecnologias em algumas áreas temáticas. Cada área temática tem um grupo de trabalho com representantes das partes interessadas. Eles identificam os principais desafios e propõem uma agenda de pesquisa para enfrentar esses desafios. Na etapa seguinte, definem projetos colaborativos de P&D de acordo com a agenda. Os projetos normalmente são co-financiados entre as empresas participantes e agências de fomento governamentais. No Brasil, já identificamos áreas como Defesa e Segurança, Transportes e Logística e Desenvolvimento Urbano (com foco em energia e meio ambiente). Em maio, criamos a associação sem fins lucrativos CISB (Centro De Pesquisa E Inovação Sueco-Brasileiro), já temos um lugar em São Bernardo e agora estamos recrutando pessoal. Esperamos ter tudo funcionando antes do final do ano”.

 Sergio Borger
Diretor de Estratégia e Operações do Laboratório de Pesquisas
IBM Brasil

“Podemos definir o modelo de negócios que adotamos como science as a business – ou ciência como um negócio. Isso quer dizer que a pesquisa e a inovação que fazemos são focadas no desenvolvimento de tecnologias que serão usadas em produtos e serviços, que, por sua vez, serão aplicados em projetos da IBM e de seus parceiros tecnológicos e de negócio. Dada a gama de tecnologias que a unidade de pesquisa da IBM desenvolve no mundo todo, estes projetos tendem a ser bem variados, indo desde novas tecnologias na área de chips médicos até aplicações matemáticas para a modelagem de simuladores de bacias hidrográficas”.

 Ronald Dauscha
Diretor de Inovação e Tecnologia
Siemens no Brasil

“Nesse ambiente de negócios inovador, altamente dinâmico e criativo, só existe uma forma de desenvolver agilmente novos produtos, serviços e soluções: através da inovação aberta. Para a Siemens e já com o novo centro de P&D recentemente inaugurado, adotamos este conceito: os projetos de P&D estão sendo desenhados em conjunto com clientes, universidades e agências de fomento desde o início; desafios técnicos e conceituais são respondidos por meio de plataformas de redes sociais internas e externas. A base de conhecimento e de experiências está disponível para todos os 400 mil colaboradores através de sistemas de consulta inteligentes. Mecanismos de radar de tecnologias internas ou externas, eles permitem um rápido processo de spin-in e spin-out e, principalmente, uma série de processos motivacionais, de geração de ideias e melhorias. Essas ações geram o cenário necessário para uma cultura inovadora alinhada com os tempos de estruturas organizacionais não mais estanques e fluxos de geração de inovações nada lineares de hoje em dia. A Inovação se tornou mais compartilhada, rápida e justa: quem quiser, participa!”.

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