Ambiente múltiplo para geração de negócios

Espaço de Desenvolvimento Empresarial do Parque Tecnológico Itaipu reúne empresas já consolidadas e start ups no fomento do desenvolvimento tecnológico da região Sul do país

Imagine uma empresa que já nasce envolvida em um espaço de incubação binacional e carregando a marca da maior usina geradora de energia do planeta. É esse o caso das 32 organizações que fazem parte do Espaço de Desenvolvimento Empresarial do Parque Tecnológico Itaipu. O espaço é composto pela pré-incubadora Fábrica de Empreendedores, a Incubadora Empresarial Santos Dumont e o Condomínio Empresarial para companhias já consolidadas.

Além dos benefícios tradicionais da experiência de incubação, o fato de fazer parte de um parque tecnológico do porte de Itaipu pesa no currículo desses empreendedores. De acordo com a assistente de Empreendedorismo e Incubação, Débora Brauhardt, a coexistência é extremamente benéfica para essas empresas, pois propicia inúmeras oportunidades de parcerias. Ela enfatiza que esse espírito colaborativo precisa ser estimulado. “No início, os incubados enxergavam um ao outro como concorrentes, mas, aos poucos, começamos a trabalhar com eles a ideia de aproveitar essa proximidade. Aliando diferentes tecnologias, as empresas ficam mais fortes e crescem mais”, explica. “Se há diversas empresas de software na mesma incubadora, por exemplo, cada uma pode entrar com especificidades distintas para desenvolver sistemas em conjunto”.

Especialmente por boa parte ser formada por start ups, torna-se estratégico complementar o negócio trabalhando em conjunto com outras empresas do parque tecnológico. De acordo com Débora, a inovação aberta é amplamente estimulada, apesar de ainda não ser uma política formal no espaço. “Temos vários exemplos de empresas que se beneficiaram dessa cooperação”, garante.

Desde 2009 no PTI, a empresa de automação NeoAutus ilustra bem essa situação. Entre vários projetos de desenvolvimento em conjunto e editais de universidades, está na fase final de desenvolvimento de um mecanismo para automação de controle de entrada e saída de condomínios em parceria com uma empresa de hardware do parque. “Também estamos trabalhando num projeto em parceria com mais quatro empresas do PTI e com uma empresa Belga para desenvolver uma solução completa para eventos e turismo sustentável que envolve tecnologia, educação ambiental e créditos de carbono”, conta.

Apesar de o Espaço de Desenvolvimento ter como foco a reunião de empresas para geração de empreendedorismo e incremento tecnológico da região, os benefícios diretos para o parque tecnológico e a usina são claros. O espaço mantido pela companhia energética engloba empresas com foco em água, energia, meio ambiente, turismo, tecnologia da informação e gestão. O grupo não informa número, mas garante, por exemplo, que a economia gerada para a usina de Itaipu por contratar serviço de empresas ligadas ao complexo em vez de fornecedores externos é expressiva. “Sabemos que há essa economia, mas a verdade é que esses números não são fáceis de medir, pois muitos dos serviços contratados nem existem fora do parque, pois tratam-se de tecnologias desenvolvidas internamente”, ressalta Débora.

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