Open Innovation Seminar 2011

De 23 a 25 de novembro, São Paulo recebe o Open Innovation Seminar 2011 (OIS) – o maior evento de redes de inovação da América Latina. Além de palestrantes nacionais e internacionais, painéis de especialistas, sessões técnicas e relatos de casos em inovação aberta, fazem parte da programação cursos abertos ao público com instrutores nacionais e internacionais sobre temas emergentes. O professor Henry Chesbrough, referência mundial em open innovation, marcará presença no evento e participará de sessões de aconselhamento com os patrocinadores.

Neste ano, um dos destaques o OIS são as arenas de inovação. Tratam-se de espaços construídos junto com os patrocinadores paraexposição de casos, debates e lançamento de desafios no setor público e privado.

Esses espaços podem ser comparados às arenas romanas, onde gladiadores entravam para enfrentar um grande desafio, que poderia lhes custar a vida. Nas arenas do OIS, os participantes entrarão também para porpor desafios e buscar soluções que podem ser a chave para a sobrevivência no mercado.  Mais do que uma luta, essa arenas serão palco de cooperação. Representantes de governo, universidades e empresas estarão presentes em um trabalho conjunto pela inovação. Serão quatro arenas:

Arena Wayra
O espaço abrigará o Wayra Week Brasil. Durante o evento, 30 empreendedores apresentarão ideias de negócios inovadores e receberão apoio de profissionais experientes sobre as potencialidades e fragilidades de cada projeto. Nos dois últimos dias, empreendedores, investidores e especialistas de mercado escolherão dez projetos para serem acelerados. Esses projetos receberão recursos da Telefônica/Vivo, que se tornará sócia minoritária de todos eles ao final de seis meses.

Arena Corporate Venturing
A partir do entendimento de corporate venturing como opção estratégica para as empresas na identificação de novos negócios para completar ou renovar seus portfolios, a fundação Dom Cabral, em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, realizará uma sessão especial sobre estratégias e práticas de corporate venturing no Brasil. Além da apresentação do conceito, fazem parte da programação da arena discussões sobre políticas públicas relacionadas ao tema e de casos empresariais de inovação e desenvolvimento de novos negócios. Também serão apresentados os resultados de uma pesquisa desenvolvida pela FDC junto a empresas brasileiras e multinacionais sobre estratégias e práticas de corporate venturing no contexto brasileiro.

Arena PuraInova
A empresa de dermocosméticos Purainova receberá cerca de 50 pessoas, entre dermatologistas e colaboradores para lançar sua rede virtual de colaboração. A ação irá ampliar a rede da empresa que, hoje, é apenas física. A estratégia envolverá a rede de representantes comerciais da empresa, que serão questionados sobre a melhor forma de interagir com os dermatologistas para fazer com que os produtos tenham a credibilidade da recomendação médica. Essas ideias serão expostas na arena e submetidas a votação para escolher as melhores. A ação é um marco para a empresa, que é a primeira organização brasileira na área de dermocosméticos a atuar com inovação aberta junto a médicos do país.

Arena CISB
Promovida pelo Centro de Pesquisa e Inovação Sueco-Brasileiro, a arena visa desenvolver e achar projetos de cooperação e integração entre o maduro e historicamente bem-sucedido sistema de inovação sueco, com o dinâmico sistema de inovação que vem se consolidando no Brasil. A ideia é reunir atores presentes em cada uma das bases da triple helix empresa-governo-universidade de ambos os países. As discussões terão como foco quatro grandes áreas: transporte e logística; defesa e segurança; energia sustentável; e desenvolvimento urbano. Essas áreas estão ligadas a desafios sociais globais relacionados a crescimento populacional, urbanização, mudanças climáticas, poluição e envelhecimento da população. Para isso, envolverão participantes e especialistas de todas essas áreas que discutirão esses temas em busca de soluções em parceria.

Motivos para participar do Open Innovation Seminar

Aprender sobre as práticas da inovação aberta no país e no mundo

“Este ano, o OIS cresceu para se tornar um seminário de referência internacional. Isso mostra o crescimento pelo interesse por inovação aberta no Brasil e o crescente uso dos conceitos de inovação aberta em muitas empresas brasileiras. Haverá várias sessões com exemplos brasileiros de inovação aberta e eu espero aprender muito ouvindo essas pessoas”.
Henry Chesbrough, Faculty Director, Garwood Center for Corporate Innovation, Haas School of Business

“O OIS nos permite conhecer e acompanhar as práticas de outras empresas em seu dia a dia. Acredito que a interação com os especialistas, o conhecimento de boas práticas e as comparações podem nos ensinar muito, ainda mais conhecendo a evolução dos conceitos diretamente com o maior especialista do mundo”.
Roberto Murilo, Gerente de Estratégia Tecnológica do Centro de Pesquisa da Petrobras.

“Tanto neste ano como nos anteriores, o evento passa a ser um fórum de referência para a discussão de inovação no Brasil. Vale a pena participar por dois motivos: para estar em contato com as pessoas e organizações que praticam a inovação aberta como estratégia de negócio; e ter acesso a um conjunto de informações para identificar as tendências na área de inovação e traçar um comparativo em relação ao trabalho que já desenvolvemos”.
Ada Gonçalves, Secretária Técnica de Planejamento, Finep

Criar, conectar e consolidar redes de inovação

“Em um mundo onde a inovação é aberta e colaborativa a eficácia do inovador depende não somente de seu talento, mas também de sua capacidade de se conectar com o todo o ecossistema de inovação. O Open Innovation Seminar é uma excelente oportunidade de se conectar com algumas das iniciativas mais relevantes de inovação que estão acontecendo no Brasil hoje”.
Pablo Larrieux, Diretor de Inovação, Telefônica/Vivo

“A Saab possui longa experiência com projetos colaborativos de P&D com universidades, institutos, agentes governamentais e empresas em outras indústrias. Esses projetos normalmente são desenvolvidos em processos de inovação aberta e guiados por desafios sociais. Esse tipo de cooperação estreita pela inovação tem sido a coluna dorsal de desenvolvimento das indústrias de tecnologia de ponta da Suécia, o que traz o país ao topo do ranking de inovação. Muitos dos nossos produtos, incluindo o Gripen Fighter, foram desenvolvidos tendo como base esse contexto.
Nós, agora, queremos estender nossas atividades de P&D para o Brasil e, nesse contexto, vemos o Open Innovation Seminar como uma boa oportunidade para encontrar potenciais parceiros brasileiros em inovação”.
Pontus de Laval, Chief Technology Officer – Group Strategy, SAAB

“O OIS é uma grande oportunidade para os principais atores do sistema de inovação sueco se integrarem e criarem redes de parceiros no Brasil. É por isso que estão participando deste evento, e não fazendo um evento próprio. O apoio do centro é muito importante para expandir essas conexões e é exatamente esse o nosso objetivo – nos conectar”.
Carolina Andrade, Coordenadora de Financiamento De Projetos, CISB

Criar conhecimento sobre inovação colaborativa e formação de redes

“Acreditamos na importância da cooperação, especialmente nos processos de inovação. Para nós, do Núcleo de Inovação da FDC, é um prazer poder participar como parceiros da organização do seminário. Além da relevância do tema, a atuação conjunta nos possibilita avançar na geração de conhecimentos”.
Anderson Rossi, Professor e Pesquisador do Núcleo de Inovação, Fundação Dom Cabral

“O Open Innovation traduz as multiplas rotas das empresas inovadoras expandirem as bases de conhecimento, aprofundar redes de cooperacao internacional e abrirem mercados com novos servicos e aplicativos tecnologicos. Para o BID, este debate é de extrema relevância pois trabalha para o desenvolvimento econômico e sustentável da América Latina e Caribe.”.
Vanderléia Radaelli, Especialista em Ciência e Tecnologia do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID)

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