Venture capital ajuda a criar ecossistema de inovação

Fir Capital acompanhou e ajudou a fomentar a expansão do capital de risco no Brasil

Também conhecido como capital de risco, o venture capital é uma importante ferramenta para a inovação. O investidor busca retornos altos, e o investido, recursos para crescer rápido. Para que o casamento dê certo, é preciso que a empresa na qual se aposta atue em um mercado inexplorado ou traga diferenciais competitivos de grande potencial. Ao mesmo tempo, quem entra com o dinheiro precisa colaborar com conhecimento estratégico e comercial para que o negócio deslanche rapidamente.


O que a gente faz é olhar para a economia e identificar frentes que ainda podem ser abertas” – Marcus Regueira, sócio da Fir Capital

A combinação funciona especialmente para empresas inovadoras. Ao longo dos últimos quinze anos, diversas empresas e fundos de investimento foram criados para atender essa demanda e ajudaram a construir um ecossistema de inovação. Um desses atores é a FIR Capital.

Criada em 1999, a empresa surgiu com o objetivo de formar um ciclo virtuoso de financiamento para a inovação. Na época, estavam no foco da Fir especialmente as chamadas empresas de base tecnológica. “Sempre buscamos negócios que não faziam ainda parte da economia tradicional do país”, conta o presidente da empresa, David Travesso Neto. “Aos poucos, o cenário foi mudando e nós transformamos também nossa forma de olhar. Passamos então a abraçar empresas de caráter inovador, seja por dominarem uma tecnologia interessante, seja por apresentarem uma inovação em seu modelo de negócio que as torna mais competitivas”.

Para David, a opção por empresas inovadoras em áreas pouco exploradas tem sido extremamente acertada. Entre as empresas investidas pela Fir, está, por exemplo, a Akwan, empresa de TI adquirida pela Google.  O portfolio é amplo e não se restringe a poucos setores.  “O que a gente faz é olhar para a economia e identificar frentes que ainda podiam ser abertas. Esse trabalho é constante para que haja sempre a geração de uma pipeline de negócios. Além de ser importante para a Fir, que consegue oferecer boas oportunidades para os investidores, esse fluxo contribui para o desenvolvimento econômico, criando um ecossistema positivo”, afirma.

O sócio da Fir, Marcus Regueira, explica que o papel da Fir nesse ecossistema se amplia para outros tipos de parceria. “Temos relação estreita com instituições como a Fundação Dom Cabral, a Biominas e a Fiocruz. Em Pernambuco, também atuamos junto ao CESAR há mais de dez anos. São relações que vão além; não há um fundo específico para Pernambuco, por exemplo”.

Ao longo desses anos, a Fir tem feito parte do amadurecimento do ecossistema de inovação do país. Para Regueira, o Brasil mudou muito nesse período, com grande investimento de agências ligadas a inovação na formação, divulgação e promoção do venture capital. “O desafio agora é que há ainda uma demanda muito maior do que recursos disponíveis. Quando o negocio dá certo, ele precisa de mais dinheiro. A eficiência de prover capital para aqueles que estão para atingir escalabilidade ainda não está bem estabelecida”, diz.

Para ele, o momento é de atrair recursos internacionais: “há uma serie de fundos dos Estados Unidos investindo em empresas inovadoras para a economia digital. Claramente eles irão buscar modelos de negócio que emulem modelos de sucesso existentes lá fora”.

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