Programa de colaboração gera melhoria em processos na Elevadores Atlas Schindler

Um dos aspectos importantes para as empresas que buscam um modelo aberto de inovação é a gestão da colaboração interna. A contribuição intelectual dos funcionários pode ser potencializada com programas específicos para a inovação. Exemplo interessante é a experiência que a Elevadores Atlas Schindler vem desenvolvendo desde outubro de 2011.

Com 170 mil elevadores vendidos, a empresa é líder no país em seu segmento e, além de inovações em produtos, tem investido em mudanças para melhorar os processos internos a partir de ideias dos próprios colaboradores. Mais que uma “caixinha de sugestões”, a empresas criou um programa estruturado para que os colaboradores pudessem propor ideias e aplicações, sendo devidamente valorizados por isso.

O coordenador do programa, Isau Gomes, explica que o Programa de Melhoria de Processos nasceu dentro de um departamento e em breve será expandido. Ele conta que, na primeira fase, foram disponibilizados formulários que direcionavam a estruturação da ideia, com filtros que ajudaram o colaborador a pensar em suas propostas como projetos de acordo com a estrutura da empresa, como os custos de aplicação, as áreas que precisariam se envolver, o impacto e retorno da aplicação. Tudo isso com uma linguagem de fácil acesso, capaz de abarcar diversos perfis de colaboradores.

Os projetos foram, então, submetidos aos gestores das áreas, que os avaliaram e aprovaram ou não. Segundo Gomes, mais que passar pela prova de fogo de seguir ou não adiante, todas as ideias recebem um feed back – processo importante para o amadurecimento dos colaboradores, que podem entender como e porque suas propostas se adequam à realidade da empresa em um determinado contexto. Mesmo a parcela que não é aprovada no filtro é arquivada para, mais tarde, ser revisitada.

Uma das propostas já foi completamente implantada e consistiu em uma mudança no fluxo interno de aprovações das etapas de cada produto novo. A partir da sugestão do colaborador, o processo teve as etapas reduzidas pela metade. “Isso significa que são necessárias menos atividades para se chegar ao mesmo resultado, reduzindo esforço, tempo e custo despendido para despachar documentos, o que facilita muito o processo”, conta Gomes.

Outra ideia, já parcialmente aplicada, melhorou o sistema de registro de horas dispendidas com projetos especiais. A partir do programa, foi possível reduzir em 70% o tempo gasto com essa etapa. “Estamos aqui tratando de um produto que é intelectual, que é o tempo que nossos engenheiros precisam principalmente no desenvolvimento de elevadores customizados. Quando conseguimos reduzir o tempo desse processo e dar uma resposta mais imediata num projeto que é pontual, temos uma ganho significativo e extremamente inovador”, acredita.

A partir dessa experiência, a empresa começou a expandir seu programa de inovação baseada em colaboração com o desenvolvimento de uma plataforma que utiliza o sistema Induct. A ideia é que a ferramenta possibilite envolver um número maior de colaboradores e, principalmente, avançar nas formas pelas quais essas pessoas participam e compartilham seus trabalhos gerando ganhos para a organização.

Para Gomes, o maior desafio é manter um fluxo constante de colaboração. “Para qualquer organização que intencione se manter líder, é preciso manter o colaborador motivado a dividir e inovar. Portanto, é preciso trabalhar a questão colaborativa como cultura”. A nova etapa é uma aposta para consolidar o trabalho que surgiu no ano passado e, em muito pouco tempo, mostrou bons resultados.

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