3 em 1: Quais são os conhecimentos, competências e habilidades básicos do gestor de inovação aberta?

 Elisete Polansky
Gerente de Ecossistema de Inovação
P&G

“A principal característica de um excelente gestor de inovação é a rede que ele é capaz de criar e administrar – e não apenas aqueles diretamente relacionados com o negócio em si, pois grande parte das soluções criadas provém de networks que aparentemente não tinham relação direta com o negócio. O gestor de inovação aberta deve, antes de tudo, ser uma pessoa disposta a aprender um pouco de tudo, afinal é, na verdade, um grande generalista; além de ter a capacidade de obter o que necessita e criar contatos. Sua grande atribuição certamente é encontrar a solução para que a empresa possa inovar mais e mais e colocar as pessoas responsáveis por fazer isso acontecer em contato o quanto antes, auxiliando inclusive a criar o relacionamento entre esses dois novos participantes do processo inovador”.

 Fernando VonZuben 
Diretor de Meio Ambiente
Tetra Pak

“O meio ambiente é uma área importante para a inovação da Tetra Pak e, nela, observamos que é preciso formar pessoas com muito conhecimento. Além disso, o inovador não pode ter medo de errar, pois o erro faz parte da inovação. As grandes ideias partem de sonhos aliados a conhecimento técnico. Quando se estabelecem os grandes objetivos, o gestor de inovação tem o papel de buscar os conhecimentos necessários para colocá-los em prática. Mais que isso, é preciso extrapolar o que está inserido em nosso escopo comum de trabalho. A partir dessa postura, criamos na empresa hoje, por exemplo, um projeto que produz cabides e outro que produz telhas a partir de material reciclado. Além de ser importante quando se fala em meio ambiente, é relevante para os negócios, pois gera renda”.

 Guilherme de Mauro Favaron 
Coordenador de Inovação
AES Brasil

“Além das características gerais importantes para quaisquer profissionais, como comprometimento e empatia, é fundamental que esse gestor valorize e seja transparente com seus parceiros. Também, é fundamental ser capaz de analisar criticamente atuais e futuros parceiros, considerando inclusive diálogos, convites, comportamentos e reuniões. Assim, o gestor de inovação aberta minimiza o risco de parcerias infrutíferas ou negativas”.

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