Contatos intermediados para a geração de inovação

Centros de inovação, incubadoras, parques tecnológicos. São diversas as formas que podem ser chamadas de intermediários de inovação. O conceito, estudado pelo pesquisador Henry Lopez Vega, mostra o papel dessas organizações no impulso à inovação. Os recursos e conhecimentos estão dispersos e nem sempre é tarefa fácil encontrar os parceiros e as soluções mais adequadas. Os intermediários de inovação entram justamente no papel de conectores.

 Henry Lopez Vega
Pesquisador

“Nós observamos que, no fluxo da inovação, 90% das iniciativas não dão certo e apenas 10% se transformam em produtos, serviços ou novos negócios bem sucedidos”, diz. “Inovar não é fácil e é preciso encontrar meios de facilitar esse processo”. Segundo ele, quando uma empresa apresenta demanda por uma tecnologia específica, por exemplo, os intermediários ajudam a mapear se há algo disponível sendo estudado ou já pronto em algum outro lugar. Se descobrem que não, podem tomar a decisão consciente de investir em seu desenvolvimento. Se descobrem que sim, podem então avaliar quais os custos e benefícios de negociar a compra de um patente, por exemplo, ou o desenvolvimento em conjunto com outra instituição.

Para Lopez, é por isso que esses intermediários são relevantes também quando se pensa em cooperação internacional. Segundo ele, o segredo está em saber aproveitar os recursos disponíveis. Por exemplo, uma das iniciativas importantes para a criação desses links são programas de intercâmbio que colocam pessoas de diferentes países em contato acadêmica e profissionalmente, criando as bases para parcerias mais maduras. “Há empresas que oferecem programas de mestrado. Por que não aproveitá-los?”, diz.

No caso do Brasil, quando se pensa em cooperação internacional, o especialista alerta que é preciso ter foco. “O governo tem papel importante em estimular e financiar iniciativas que ajudem o país a se tornar referência em inovação em determinado setor. A Alemanha é forte em manufatura, a Itália, na área têxtil, a Espanha em tecnologia da informação e comunicação, a Finlândia em games. Em que o Brasil pretende ser referência no futuro?”, questiona

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