Arena realiza maior reunião de países e empresas ligadas ao Ciência sem Fronteiras

Desde que foi lançado, em agosto de 2011, o programa Ciência sem Fronteiras, do Governo Federal, já criou mais de 17 mil bolsas de intercâmbio, sendo os principais destinos Estados Unidos (3.900) e Portugal (2.800). Ao todo, o programa prevê a concessão de 101 mil bolsas até 2015 para promover a internacionalização da ciência e da inovação brasileiras.

Durante o OIS, o CNPq realizou uma arena que representou o maior encontro entre países, empresas e organizações parceiras ligadas ao programa. Além da participação da Capes, estavam presentes representantes da iniciativa privada: BG Group, Febraban, Abdib, Saab, Senai, Cisb, Petrobras e Natura; e dos países: Estados Unidos, Alemanha, Austrália, Suécia, Canadá, Inglaterra, Índia e Coreia do Sul.

A motivação do encontro foi discutir os modelos que têm sido adotados até agora e definir novas ações para melhorar os resultados das parcerias entre empresas e universidades. Segundo o coordenador de Cooperação Multilateral do CNPq, Cassiano D’Almeida, o programa é uma iniciativa inspirada em exemplos bem sucedidos de países que apostaram na educação como diferencial, como a Suécia e a Coreia do Sul.

A chefe da Unidade de Cooperação Internacional em Pesquisa e Inovação para as Américas da Comissão Europeia, Sieglinde Gruber, afirma que o bloco tem grande interesse em receber alunos do Brasil e colocar em prática uma vertente ainda pouco divulgada do programa, que é a vinda de pesquisadores e profissionais estrangeiros para o país – modalidade de intercâmbio que pode ser igualmente enriquecedora. Entre os pesquisadores que já receberam bolsas para vir ao Brasil, estão dois profissionais que detêm o prêmio Nobel. As dimensões do programa estão, inclusive, inspirando projetos internacionais. Segundo o vice-presidente do Escritório Canadense para Educação Internacional, Margaux Beland, o governo do Canadá está usando o exemplo brasileiro para mobilizar os estudantes do país. “O Brasil está mudando o jogo. Os estudantes do futuro precisam ser globais”, afirma.

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