Brasil precisa criar sistemas de integração entre atores da inovação

Para o coordenador de Capacitação Tecnológica do Ministério de Ciência, Tecnologia e inovação, José Antônio Silvério, existe uma demanda enorme no Brasil para que as empresas e as universidades consigam agir em cooperação. Silvério foi um dos participantes da Arena Ecossistemas de Inovação, que discutiu o papel das universidades, dos parques tecnológicos, incubadoras e capital semente na criação de ambientes favoráveis à inovação.

“O tempo da empresa e da universidade é muito diferente e, como o conhecimento é produzido de forma dispersa nas diversas universidades, existe uma dificuldade para que se saiba onde estão as áreas de especialidade”, afirma. “Para fazer essa interação, é preciso encontrar um modo de alinhar a linguagem empresarial com a acadêmica. Os parques tecnológicos são um bom exemplo de como essa conversa pode ocorrer, especialmente se posicionando como um locus de desenvolvimento regional, capaz de interagir com as políticas municipais e estaduais”.

Liderada pela Anprotec e pelo Fortec, a arena discutiu a importância de criar essa regionalização e, paralelamente, ampliar as parcerias internacionais, fortalecendo as redes de inovação. Atualmente, o Brasil possui 90 parques tecnológicos, sendo que 30  se encontram em operação. Também há  384 incubadoras e a maioria delas estão ligadas às universidades públicas ou privadas e aos municípios.

Empresas que investem em negócios nascentes também participaram do debate, como o IVP, fundo que investe no ecossistema de Campinas, e a Telefonica, que tem interagido com startups por meio da aceleradora Wayra, que já selecionou 15 projetos em diversos estados.

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