Desenvolvimento de centros urbanos se torna meta estratégica

Saab, Siemens, IBM e Volvo são algumas das empresas que entenderam que estimular a melhoria das condições de interação e criatividade dos centros urbanos pode ser um bom negócio. Elas participaram da Arena Cidades Atrativas, Sustentáveis e Inteligentes, promovida pelo Cisb e que contou com a participação do Banco Interamericano de Desenvolvimento. “Começamos a estudar diversas áreas da sociedade, como urbanização, mudança demográfica, mudança climática e globalização. Dessas visões macro, extraímos eixos de investimento, como energia, saúde e infraestrutura de cidades”, conta o porta-voz da Siemens, Wikings Marcelo Messias.

A Volvo também encontrou soluções para melhorar a qualidade do transporte público a partir da observação da dinâmica urbana de São Paulo: parte do problema de eficiência dos ônibus pode ser resolvida otimizando o número de pessoas transportadas por veículo e reduzindo o tempo gasto com paradas desnecessárias no semáforo. A ideia da empresa é coordenar os dados de sensores instalados nos faróis com informações via satélite para criar uma rede de comunicação inteligente que informe ao motorista se ele deve aguardar mais tempo no ponto de ônibus, ou se pode avançar, encontrando sinais verdes no caminho.

 Carlos Leite, professor de Urbanismo da Universidade Mackenzie

Para o professor de Urbanismo da Universidade Mackenzie, Carlos Leite, o fato de as empresas enxergarem oportunidades no enfrentamento dos desafios urbanos é um passo importante. Segundo ele, o papel do governo é principalmente criar condições para que as pessoas possam interagir de forma criativa e inovadora, pois, afirma, as iniciativas tomadas de forma independente nesse ambiente surgem de forma natural e tendem a ser mais duradouras e efetivas. “Existem diversos exemplos atuais que podem ser potencializados com incentivos, como o caso da favela de Heliópolis, em que dois médicos renomados da USP abriram uma clínica cujo modelo de negócios combina inclusão e lucratividade. Eles oferecem tratamento de qualidade por preços extremamente baixos (semelhantes ao que receberiam de convênios)”, conta.

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