MCTI defende o investimento privado em inovação

 Sergio Sales, Pesquisador da Unicamp

Durante a Arena Institutos de Pesquisa e Intermediários de inovação, o coordenador das Unidades de Pesquisa do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação, Arquimedes Diógenes, defendeu que as empresas brasileiras precisam aumentar muito o volume de investimento em inovação. Ele lembrou que o investimento em inovação no Brasil é realizado principalmente com recursos públicos (62%), enquanto nos países líderes as empresas possuem centros de pesquisa internos nos quais injetam uma grande quantidade de recursos, além das parcerias firmadas com universidades por meio da inovação aberta.

Um levantamento do Pintec também mostra que a taxa de empresas inovadoras subiu apenas sete pontos percentuais em dez anos (de 31% a 38% entre 1998 e 2008), estando ainda longe dos 48% almejados para 2014.

Para Arquimedes Diógenes, uma mudança é necessária para que a pesquisa brasileira, que já é forte (somos o 13º país do mundo em produção científica), se reverta em novos produtos e serviços disponíveis no mercado. Papel fundamental nessa mudança são os institutos de pesquisa e intermediários, que fazem a ponte entre a pesquisa e o mercado.

Além do fortalecimento das organizações nacionais, institutos estrangeiros começam a se interessar pelo país, como é o caso do alemão Frauhnhofer-Gesellschaft, bem como TNO, VTT, CSEM e  RISE incorporaram em seus estatutos a construção de redes internacionais de inovação, o suporte às PMEs, a geração de spin-outs, sediando incubadoras, trabalhando ou agindo junto com fundos de venture capital ou unindo forças em atividades de corporate venturing junto à indústria.

O pesquisador do Unicamp, Sérgio Sales, explica que esse movimento é uma tendência motivada pelos benefícios financeiros que tal internacionalização é capaz de gerar. “Esses institutos estão se tornando grandes organizações de referência mundo afora – gerando recursos e lucrando com isso”, afirma.

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