Recursos públicos destinados à inovação são subutilizados

Número de empresas que utilizam mecanismos de fomento não chega a 1.000

Segundo o secretário do MCTI, Álvaro Prata, o Brasil conta com menos de 1.000 empresas que se beneficiam dos mecanismos públicos de incentivo à inovação, que são voltados para a realização de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) dentro das empresas ou em parceria com universidades, para a fixação de mestres e doutores nas empresas e para a aceleração de setores específicos. “Isso acontece por desconhecimento, comodismo ou insegurança jurídica”, acredita.

A constatação preocupa por mostrar que o esforço do Governo Federal em colocar a ciência e a inovação como uma de suas diretrizes prioritárias ainda enfrenta desafios para se converter em benefícios práticos nas empresas. Desde 2004, o MCTI tem criado e aperfeiçoado instrumentos públicos como a Lei de Inovação e a Lei do Bem (que recebeu ajustes entre 2006 e 2011). Atualmente, está em discussão o Código Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação.

Debater o uso desses recursos foi a pauta da Arena Mecanismos Públicos de incentivo à Inovação, que reuniu representantes de agências de fomento, como Finep, BNDES e o Banco de Microcrédito da Cidade de São Paulo, representantes de empresas, como Embraer, Cemig, Flight Technologies e Atmos Sistemas e porta-vozes do governo, como o chefe da Divisão de Pesquisa e Desenvolvimento da Sepin / MCTI, Francisco Silveira, o líder de Projetos do Setor Automotivo da ABDI, Bruno Jorge, e o superintendente de P&D e Eficiência Energética da Aneel, Máximo Pompermayer.

 Rafael Levy, Consultor em inovação da Allagi

Para o consultor em inovação da Allagi, empresa que liderou a arena, Rafael Levy, o cenário está favorável para que as empresas invistam internamente em inovação, mas ainda há desconhecimento em relação às possibilidades de uso dos incentivos. “Existem empecilhos que tornam complexo o uso desses mecanismos, porém, existe uma oportunidade real de avançar em competitividade por meio da inovação aberta – realizada por empresas em parceria com universidades e institutos de pesquisas”, afirma.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *