3 em 1: Quais são os elementos-chave para liderar para a inovação?

Stefan Reich
Diretor do Centro de Liderazgo Adaptativo, Peru

“A inovação é resultado de uma combinação de determinado contexto, suas demandas e a capacidade de um grupo de indivíduos que percebe essa oportunidade e ousa experimentar. Nas organizações, os gestores buscam controle e segurança, que são necessários para as empresas. O líder no contexto da inovação é aquele que desafia esse equilíbrio e busca algo novo. Muitas vezes, os gerentes médios são entraves para a inovação, mas porque o sistema em que estão inseridos os força a isso, mesmo que queiram mudar. Por isso, os líderes para a inovação surgem justamente quando tentam romper o paradigma vigente. Isso vale também para questões sociais, como quando Nelson Mandela desafiou a lógica estabelecida na África. A liderança para inovação leva tempo, demanda muito esforço e tolerância.”

Juan Pedro Moreno Dias
Managing Director Global Banking da Accenture, Espanha

“Eu entendo que o que a move a inovação são as pessoas. É importante ter dinheiro, é importante o contexto, mas o que faz diferença são as pessoas que se comportam como agentes da inovação, que estão de fato interessadas em impulsionar uma organização. Um conceito interessante é o de innovation angel. Esses anjos podem ser empregados de qualquer área que imprimem dinâmica à empresa e a fazem se mover. Para essas pessoas trabalharem, a gestão precisa ser tolerante com falhas, pois é assim que se cria o novo. Mas apenas essa gestão não é suficiente se não se tem o perfil inovador na empresa e um processo de inovação muito bem estabelecido e descentralizado.”

Salvatore Iaconesi
Presidente da Art is Open Source, Itália

“A inovação pode ser entendida como um processo emergente: uma série de fatores, práticas e tecnologias que de alguma forma surgem e são adotadas pela sociedade. A liderança está conectada com a forma como determinados sujeitos reconhecem tendências e as performam. A liderança para a inovação está na habilidade de entender o entorno e criar sentido a partir dele, tentando criar possibilidades. Ela acontece de forma construída, a partir da habilidade de comunicação e motivação (até existem mentes geniais que geram algo completamente novo, mas são raras e irreplicáveis). As inovações de Steve Jobs não são resultado de uma mente genial, mas do fato de ele estar imerso em um network muito específico e composto por competências que se combinaram. Nesse ecossistema, Jobs foi um hacker que conseguiu capturar uma tendência importante, utilizou metodologias para extrair sentido e, com esses insights, agiu para colocar em prática.”

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